35 discos de setembro para ouvir - Parte I


Setembro foi um mês de grandes lançamentos. Na verdade, esse ano está sendo cheio de novidades boas! Pena que eu estou muito sem tempo para ouvir tudo. Sei que estamos em outubro, mas ainda da tempo de postar os lançamentos de setembro, não? Eu pesquisei a fundo quase tudo que foi lançado e acabei descobrindo 35 discos! Para o post não ficar enorme e carregado de informações, eu divida em duas partes. Nessa primeira parte vou indicar os meus cinco favoritos. Lembrando que você pode clicar na capa do disco para ouvir no Rdio. Menções honráveis: Alt-J, Banks e JAWS.

5. El Pintor - Interpol
Finalmente saiu o disco do Interpol, não? Para falar a verdade, há discos melhores na carreira deles (óbvio), mas não é de todo ruim. Só achei um pouco repetitivo, mas eu gostei em geral.

4. Avi Buffalo - At Best Cuckold
Uma das minhas mais novas descobertas. Avi Buffalo me surpreendeu desde a primeira audição. Não ouvi seu primeiro disco de 2010, mas gostei bastante desse novo! Pretendo ainda falar mais dessa banda, mas eu indico.

3. The Kooks - Listen
Fui uma das poucas pessoas que gostou da nova sonoridade do The Kooks. Eu achei bem em tempo deles mudarem um pouco, sair da mesmice de ukulele, violão, oh lala, etc. Não estou dizendo que eu não gostava, muito pelo contrário, só que mais do mesmo seria cansativo. Achei bem positiva essa mudança e gostei muito do disco.

2. Karen O - Crush Songs
Eu adoro a Karen. Sem mais. Esse disco dela é tão íntimo que me deixou impressionada. As músicas foram feitas para relatar histórias e sentimentos, por isso seu modo singelo de cantar combinou muito com a intenção do disco. Gostei muito!

1. Banda do Mar - Bando do Mar.
Sem comentários. Eu não tenho comentários. Melhor disco nacional do ano na minha singela opinião. Já falei diversas vezes sobre a Banda do Mar, se você ainda não ouviu, eu estou mandando que faça isso agora.

Isto não é uma resenha: Vidas Sem Rumo


Eu não sei se vou conseguir fazer uma resenha fiel a esse livro. Fui pega de surpresa, sinto que me deram um tapa na cara, sinto que sou uma greaser junto com o Ponyboy, sinto tristeza por tudo que eles passaram e principalmente, triste porque o livro acabou. Sabe quando você acaba um livro e sente um buraco se formando no seu coração, então, no final de Vidas Sem Rumo eu fiquei é sem coração, tamanho o buraco que se abriu em mim. Como podem perceber, esse com certeza está na lista dos meus livros preferidos junto com As Vantagens de Ser Invisível e O Apanhador no Campo de Centeio. Engraçado que os três retratam a juventude de uma maneira peculiar, cada um de uma vertente diferente, mas enfim, vamos voltar ao Vidas Sem Rumo. O livro foi escrito pela Susan Hinton aos 16 anos (odeio essas pessoas que são sensacionais tão jovens, sinto que meu tempo de ser descoberta está se esgotando haha). Ele é narrado pelo Ponyboy Curtis, um garoto de 14 anos que mora com seus irmãos, o Sodapop e o Darry. Eles perderam seus pais, por isso morrem de medo de serem pegos pela Assistência Social ou serem mandados para um reformatório (ou coisa do gênero). Como o próprio Pony diz, eles são greasers. Greasers seriam os garotos marginais que passam gel no cabelo e geralmente são confundidos com bandidos, e algumas vezes eles realmente são. Há uma briga interna entre os greasers, os garotos mais pobres, e o socs, os ricos. E é essa intriga que rege a narrativa. Pony é um garoto sonhador que adora ler, mas por ser um greaser acaba se envolvendo numa confusão com seu amigo, o Johnnycake, contra uns socs e ambos são obrigados a fugir. Não vou contar mais para não dar spoiler, mas caso você tenha ficado muito curioso e não tem pique para começar uma leitura agora, veja o filme! Eu já falei dele aqui. Foi feito pelo Coppola e teve participação de vários atores, hoje consagrados, mas que naquela época ainda eram jovens. Não sei como expressar minha admiração com a história! Há uma singeleza no modo de narrativa do Pony, talvez por ele ser assim, tão sonhador e inocente. Além de bem narrada, a história é emocionante! Em muitos momentos você se sente tocado pelas palavras e pelo próprio Pony. Há muito o que se retirar da história, não só em relação a problemas sociais, mas comportamentais, principalmente de adolescentes. Eu recomendo muito a leitura! Você acaba se envolvendo e quando percebe está quase chorando com tudo que acontece e não quer largar o livro, com medo de perder algum detalhe, e quer está ali do lado do Johnny, do Pony, do Soda, do Darry, do Steve, do Metido e até do Dally! É incrivelmente envolvente e emocionante. Leia e stay gold.


Whatsup? #7

Eu dei uma sumida, mas prometo não sumir muito. Espero não sumir muito! Final de ano, vestibulares, cursinho... Enfim. A maioria dessas fotos são do Templo budista Zu-Lai, que eu fui faz algum tempo, mas eu ainda não postei nem metade das fotos que eu tirei, e foram muitas. Ficaram tão lindas que vocês ainda verão muito do Templo por aqui. Então, sem muitas delongas, todas as fotos abaixo são do Templo.

 
 
 
 
 
 
 

Desculpa, são muitas não? É que eu adorei todas e simplesmente não podia deixar nenhuma de fora! Abaixo são outras da feirinha de antiguidades da Benedito, que eu já falei por aqui.

  

Isto não é um resenha: A extraordinária garota chamada Estrela


Em meio a tantas leituras mais "sérias" que tenho feito, decidi me distrair um pouco e ler esse romance. Estrela é um garota nada comum. Ela tem um rato de estimação, se veste como se tivesse acabado de sair de um desenho animada, é excessivamente animada e se preocupa demais com a alegria dos outros. A chegada dessa garota ao colégio de Mica, a cidade do nosso narrador, deixa todos intrigados e curiosos. Todos no começo querem descobrir quem é Estrela. Aos poucos, os estudantes acabam gostando muito dela, da sua energia e do seu modo diferente. Até que por alguns fatos, essa opinião pública é revertida, e Estrela acaba virando uma figura "impopular" no colégio. Leo, que é o nosso protagonista, conta a história de Estrela sob seu ponto de vista. Como ele enxergava a figura inusitada da nova estudante, como ele encarava a personalidade dela e principalmente como lidou com a crescente impopularidade da garota. No começo tenho que dizer que não estava muito animada com a leitura, comecei achando o modo de escrita muito juvenil (Lidia, o livro é infanto-juvenil, esperava o que?), mas logo eu percebi que a mensagem transmitida era muito legal. O livro retrata como os jovens geralmente lidam com a individualidade, que muitas vezes acaba sendo incorporada a identidade da comunidade. Todo mundo que já passou pela adolescência ou a vive, sabe do que estou falando. Muita gente simplesmente tem sua individualidade reduzida e acaba se comportando de maneira a ser aceito pela comunidade, de modo a parecer "normal". Inclusive, determinadas personalidades, comportamentos, vestimentas, são mal vistos e não aceitos pelo coletivo, e quem os possuir acaba não sendo "aceito". E tudo o que um adolescente "normal" (nem precisa ser adolescente na verdade, mas convenhamos que nessa fase a coisa se agrava) quer é pertencer a um grupo, se identificar com algum coletivo, ser aceito, parecer "legal". Estrela simplesmente não é assim. Ela, inconscientemente, se recusa a obedecer esses padrões e nem nota que está sendo difamada. Esse é o ponto alto, pelo menos que eu achei. Ela nem sequer nota que ninguém gosta dela, e porque isso? Porque ela sabe quem ela quer agradar, quem ela se importa com a opinião e porque ela se recusa a "abafar" sua individualidade, mesmo que ela esteja causando incômodos aos outros. E olha, mesmo que você ache que não liga para a opinião alheia e que você é uma pessoa que não se deixa levar pelos padrões aceitáveis, você se engana. Todo mundo é fruto da sua comunidade, alguns mais, outros menos, e é muito difícil você simplesmente ignorar a opinião alheia, dizendo que aquilo não te atinge. E quando você menos percebe, está falando igual a eles, está se vestindo igual a eles, está frequentando os mesmo lugares que eles, está se comportando igual a eles. Estrela nos ensina a como não reduzirmos nossa individualidade em prol do "ser aceito". Eu mesma aprendi bastante com o livro, me fez refletir várias vezes, e em certos momentos eu percebi o quanto sou influenciável. Aliás, todos somos. Perdi a conta de ver como alguns amigos meus mudaram da água para o vinho, e muitas vezes foi em função disso ai. É um livro que vale a pena ser lido se você ainda está na sua adolescência e se o ensino médio está de dando nos nervosos. Olha só, isso passa viu? Depois você percebe que nem valeu a pena se irritar com coisas pequenas. E muitas coisas que parecem importantes agora, como o "parecer legal", não farão nenhum sentido no futuro. Vou dar um exemplo meu: até os meus 14 anos eu odiava usar óculos, olha que eu uso desde os 8. Dizia que eu ficava feia, não saia nem para ir a padaria sem lentes de contato. Pois é, olha o nível que cheguei. Nunca cheguei a sofrer bullying nem nada assim para odiar os óculos, era apenas uma neura minha, que está muito mais associada ao fato do "pertencer". Hoje se eu tirar meus óculos não me sinto mais a Lidia. Uso um fundo de garrafa mesmo, adoro usar óculos, acho que fico muito mais interessante com do que sem. Os óculos fazem parte da minha identidade, oras. E o meu grau também. Todo mundo sabe que eu sou super míope. Acho que na verdade, um óculos deixa todo mundo mais bonito e interessante. Eu aprendi a abraçar essa realidade e ser feliz com ela. Foi um exemplo bobo, mas para mim ele é super importante. Acho que todo mundo devia pensar um pouco sobre as coisas que faz, porque faz, se aquilo te agrada, ou se é para agradar alguém. São pequenas coisas que fazem uma diferença enorme.

An ordinary life

 

A vida em São Paulo é razoavelmente boa. Apesar da loucura do dia a dia, é muito fácil gostar da cidade. Eu gosto e vou mostrar porque. A comida é boa, na maioria dos lugares, tipo nesse restaurante do Mercado Municipal. O trem de final de semana é bem tranquilo. Vamos deixar bem claro que estou falando do final de semana. Não sei porque eu gosto tanto de tirar fotos de transporte público. Acho que é porque eu considero um símbolo urbano, e como gosto de gostar de São Paulo. Enfim.

 

Mais fotos do trem. Essa é a estação Pinheiros, que fica do lado do rio Pinheiros. E vejam como uma boa iluminação, um céu bonito e um suposto verde conseguem deixar a paisagem bonita, olhando a foto conseguimos até esquecer o cheiro de ovo podre e peixe morto do rio.

 

Uma dose de cultura também faz bem. Essa bandinha de jazz estava num festival da rádio Eldorado, só que eles eram tipo a "banda do intervalo", se é que vocês me entendem. Isso não tira o mérito dos caras. O grande Gatsby foi o segundo livro do Scott Fitzgerald que eu li e sinceramente, para mim já deu. O cara pode até ser um super escritor e tudo mais, só que eu não me identifiquei com sua obra. Fim de julgamento.

 

Como eu disse, eu tenho algum problema mental em achar transporte público um lugar fotogênico. Novamente a estação Pinheiros. A mesma banda do intervalo com os outros membros.

 

Aquele momento amor por si própria, ou talvez nem tanto. Eu sem óculos e com óculos. Quem me conhece sabe que eu sou muito míope, ou seja, uso óculos fundo de garrafa e é isso mesmo. Aliás, só gosto de pessoas que usam óculos, vocês tem um lugar reservado no meu coração. É sério, não sei porque sinto uma "simpatia" por pessoas que usam óculos.

 

E é óbvio que o Sid tinha que aparecer em algum momento. Ele olhando pela janelinha, desejando conhecer o mundo lá fora. Isso me lembra A Dama e o Vagabundo 2, em que o filho deles foge de casa e conhece uns cachorros do lixão. Bem vindo ao lixão, que lindo liiiixão, a sociedade do nosso lixão (sim, eu lembro da música).








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