14 de jun de 2015

Maio foi assim...


Eu sei que já estamos na metade de junho, mas como eu dei um tempinho (umas 3 semanas), esse post vai sair um pouco atrasado. Já faz um tempo que eu não colocava essa tag né? Bom, vou compartilhar um pouco mais da minha vida com vocês, então aqui vai o que eu li, assisti e ouvi no mês de maio!

Eu assisti...



Uma série nova que eu comecei a assistir foi Ru Paul's Drag Rage e olha: Estou adorando! Teve uma noite que eu fiquei a madrugada assistindo a primeira temporada e não conseguia parar. Cheguei a chorar em um dos episódios! Ai você se pergunta: Porque a menina chorou vendo um reality show de drag queens? Eu sei, parece engraçado, mas eu chorei por causa dos relatos delas. Aqueles homens se vestem de mulheres, enfrentam todo um tabu da sociedade e ainda conseguem se olhar no espelho e dizer: Eu sou linda! Eu me amo! Foi isso que uma das participadoras disse no final do temporada e eu pensei: Eu que sou uma garota, hétero normativa (brincs), que não quebrei nenhuma barreira social, não consigo me olhar no espelho todo e dia e dizer: poxa, eu sou bonita e ele consegue! Ai eu chorei mesmo. Mas está tudo bem pessoal, a vida tem dessas coisas. Move on.

Em uma das noites vazias de maio, eu e minha mãe assistimos um filme argentino muito bom, chamado Um Conto Chinês! Ele retrata a história de um comerciante argentino que encontra um chinês perdido por Buenos Aires e decidi ajudá-lo a encontrar seu tio. Parece meio estranho, mas acreditem, é emocionante e de fazer pensar. O filme ainda conta com o ótimo Ricardo Darin no papel do comerciante amargo: não tinha como ficar melhor! Assistam! Apesar de meio dramático, o filme tem uma pitadinha de humor, principalmente pelas cenas de comunicação entre o argentino e o chinês, já que nenhum fala a língua do outro.

Outro ótimo filme, dramático e de fazer pensar, é Tomboy! O longa francês conta a história de uma garotinha de 10 anos, que muda de endereço com a família, e um dia saiu para brincar e para conhecer seus vizinhos, mas ela ao invés de se apresentar como Laure, se presenta como Mickael. É de quebrar o coração, principalmente quando toda a verdade vem a tona. Ele trás uma boa discussão sobre gênero e homossexualidade, principalmente porque trata sobre crianças, o que reforça que identidade de gênero e homossexualismo não são escolhas. Enfim, vale muito a pena! Talvez um dia eu faça um post só sobre esse filme. O que acham?


Eu li...



Na verdade, esse é um livro para a faculdade, mas calhou de eu estar gostando dele. A Brincadeira, é meio confuso, conta várias histórias, mas a principal é do personagem Ludvik, que após uma brincadeira na faculdade foi expulso do partido comunista. A história é narrada sob 4 diferentes pontos de vista e é o primeiro romance do escritor, sendo o único em que ele não é narrador. Tenho pouco a dizer sobre o livro porque ainda não terminei (estou na última parte), mas assim que eu terminar e tiver entendido, eu faço um post!

Eu ouvi...



The Magic Whip!!!!!!!!!!!!111!!!!!!!!!!1!1! Eu surtei muito com esse lançamento! E sim, eu curti! Não acompanhei opiniões alheias sobre o disco, então não sei se galera curtiu igual a mim, mas eu achei ótimo! O Blur continua com sua essência anos 90, mas tem algumas músicas que lembram muito a carreira solo do Damon Albarn (<3), e como eu adoro ambos, fiquei muito satisfeita! O disco abre com Lonesome Street, que é uma síntese do bom e velho Blur. Já a segunda faixa, New World Towers é um bom contraste, já que se parece muito mais com o disco Everyday Robots do vocalista Damon Albarn. Enfim, ouçam inteiro, porque está sim lindão.

O saudoso Matt and Kim, com suas décadas de carreira, decaiu de um jeito desesperador no último disco, New Glow. Eu curtia muito a alegria despretensiosa da banda, sua felicidade extrema, as músicas dançantes, enfim, havia algo genuíno em seus discos. Só que infelizmente, a banda não conseguia emplacar fora do seu circuito New York Underground com o que estava fazendo. New Glow veio com essa intenção de alcançar o mundo, só que foi feito de uma forma tão ambiciosa, tão previsível, tão comercial que acabou com toda a essência da banda. Ainda que há algumas canções "feitas para a industria" que nós conseguimos engolir e gostar, mas não foi o caso de New Glow. A banda pecou feio.

Outro disco que eu adorei foi o Jerk At The End of The Line do Only Real. Eu conheci esse cara ano retrasado, em 2013, quando ele havia lançado apenas algumas faixas desconexas. Fiquei muito contente com esse lançamento, e quando ouvi curti ainda mais! Você olha para a cara desse garoto e fala "ele não faz músicas sérias" e pode ter certeza que ele não vai fazer mesmo! O negócio do Only Real é ser despretensioso e fazer aquilo que gosta. As faixas são todas alegres e contagiantes. Eu ouvi um dia indo para faculdade e não é que de repente eu começo a saltitar e rir sozinha? Eu achei incrível esse efeito! Por isso, guardei esse disco justamente para esse tipo de situação, em que eu estou - querendo estar morta, mas com potencial de alegria (entenda como quiser) - para ouvir e ficar extremamente relaxada e contente. Ouçam e me digam qual o efeito do disco em vocês!

Então, conversem comigo! Já viram, ouviram ou leram alguma das coisas que eu mencionei? Concordam comigo, discordam? Comentem!

13 de jun de 2015

Playlist: Dia do não preciso de namorado(a)


Todo o ano a mesma coisa. Dia dos namorados e você continua solteira(o). A tia pergunta "e os namoradinhos(as)?", você vê todo mundo namorando, o facebook está repleto de fotos de casais, e você continua se perguntando: O que há de errado comigo? Porque eu não tenho um(a) namorado(a)? Quem não sente, ou já se sentiu assim? A playlist de hoje não vai ser repleta de músicas sobre amor em homenagem ao dia dos namorados, pelo contrário. Eu decidi fazer algo diferente. Essa playlist é para você que está bem solteira(o), que não precisa de nenhum homem ou mulher para se auto-afirmar, essa é para dar um tapa na cara da sociedade que acha que, principalmente, nós mulheres precisamos de um homem para nos sentir completas, ou felizes. Eu não estou sozinha, só não estou num relacionamento amoroso e por mais maluco que isso possa parecer, eu não estou procurando um. Ninguém precisa se martirizar por estar sozinha(o), por isso, venha se empoderar ouvindo essa playlist com músicas "feministas". Desculpa rapazes por parecer que estou me dirigindo apenas às mulheres, é que infelizmente, esse mal nos afeta um pouco mais, por diversos motivos, principalmente porque a sociedade acha que nós necessariamente precisamos "arranjar alguém", ou nosso dever é "casar e ter filhos", enfim, mas sintam-se contemplados vocês solteiros que estão ótimos sem namoradxs (: Comentem o que acharam! A playlist está cheia de gente ótima como Beyoncè (Rainha), Lily Allen, Rita Lee, Aretha Franklin, Madonna, Joan Jett e muito mais! Ouçam!


25 de mai de 2015

Os Melhores da Semana


Bukowski: Do papel às telas, e o caminho inverso

Nesse texto, o site Cinéfilos retrata a trajetória e as conexões entre os livros e os filmes do Bukowski. Achei muito interessante, pois eu não sabia dessa relação dele com o cinema! Eu só li o Crônicas de um amor louco dele, então não conheço muito da sua trajetória, mas fiquei bem interessada em conhecer melhor o velho Buk. Leiam aqui!

Game Of Thrones: Onde as mulheres não tem vez

O Eduardo do Conversa Cult (amo o blog de vocês <3 eu sempre indico o conversa cult porque é realmente muito bom) fez um texto muito bom sobre como as mulheres estão sendo tratadas na série Game Of Thrones (ou como o caso de estupro na série causou repercussão e nos fez questionar a série como um todo). É muito triste ver uma série tão boa decaindo assim, de um jeito tão babaca, que nada tem a ver com os livros ou com a visão do Martin. Enfim, leiam aqui!

20 Impressões de uma brasileira na Austrália

A Paula do Não Provoque está fazendo intercâmbio na Austrália! E nesse post ela levantou 20 itens sobre o país que mais chamaram a atenção dela. Dá a impressão de que lá a vida é bem mais leve e desencanada! Dá uma lida!

Como economizar nas compras de beleza

O blog Mude.Me fez um post super interessante dando dicas para quem está precisando economizar dinheiro e quer continuar a comprar seus produtos de beleza regularmente. São dicas que dá até para aplicar em outros meios, vale a pena ler!

A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath

A Gabi do Teoria Criativa fez uma resenha de um livro que eu estou querendo muito ler, que é A Redoma de Vidro da Sylvia Plath. Ela faz um pequeno relato de como se sentiu lendo, e como o livro se relaciona com a vida da autora. Sylvia Plath se suicidou um mês após a publicação do livro, por isso podemos perceber que várias passagens se relacionam com sua vida. Vale a pena a leitura da resenha!


20 de mai de 2015

Aquarelas, Rio, Lollapalooza, USP, gatos, semáforos e mais o que?

Chegou aquele momento de eu falar da minha vida. Não sei se eu já falei isso aqui, mas vou ser sincera: Eu não sei falar da minha vida de um modo que não seja meio sarcástico/irônico/sei lá o que/eu não me entendo. Eu acho estranho, mas eu meio que gosto, enfim, se vocês chegaram até aqui continuem e me contem como anda a vida de vocês também! Essas fotos são todas do meu instagram (@lidmatos), sigam-me!


A aquarela é uma coisa muito misteriosa, interessante e divertida de se fazer. Eu ainda estou tentando me entender com ela. Nossas conversas às vezes resultam em coisas bacanas, às vezes em coisas bem babacas, mas acho que qualquer aprendizado tem disso. Esse primeiro desenho é de uma casinha muito fofa que eu vi na Gávea (RJ), perto do Instituto Moreira Salles. Já essa segunda é inspirada numa imagem muito bonita que eu achei no Pinterest (meu amor eterno esse site), ficou bem diferente, principalmente porque eu deixei água cair de propósito para deixar desfocado, mas acho que eu exagerei na água, enfim.


Ah, o Rio. Praia, morros, carros, comida, areia. Fui num feriado e dei uns passeios por Ipanema, pelo Instituo Moreira Salles, por uma feirinha (que comprei uma sandália de couro super bonita <3). Essa foto é do mesmo local, em Ipanema, só que tiradas em dias diferentes e de diferentes ângulos.


Lollapalooza. eu acabei não falando muito do festival desse ano, apesar de ter ido e ter adorado! Acabou passando mesmo, perdão. Saldo positivo: vi o Jack White na grade, já valeu as quinze mil pilas. Sem falar de todos os show super fodas!


Eu contei uns posts atrás (aqui) que eu tinha passado na USP, que estava muito feliz e tals. Pois então, ainda estou muito feliz! Duas fotinhas da USP ai para dar uma ilustrada. Dá para perceber que o campus tem muito verde né, pois é, tem mais insetos e aranhas que alunos. Nessa outra foto dá para ver a animação da galera, em clima de festividade, pulando, cantando, gritando, alucinando, essas coisas de gente jovem e ótima.


Momento de silêncio (não gosto de falar de mim e não tenho o que falar) - São só fotos do instagram, então tem que ter aquelas selfies, se não, não é um instagram.


Por fim, duas fotos ótimas: O Sid (reparem no rabo dele - está levantado - ele tem vida própria) e uma do semáforo da Liberdade (demais né, estou a procura dos outros semáforos diferentes - eu sei que tem o do masp, mas eu passo tanto pelo masp que eu não reparo no troço que eu deveria prestar atenção, coisa de paulistano mesmo, aquela pressa toda, a vontade de atravessar a rua nem que seja preciso se jogar na frente dos carros, normal).

Nada de muito novo acontecendo, como sempre. Mentira vai, fui num festival de música e fui pro Rio! Passeios super legais! Gostou das fotos? Comente ai, converse comigo!


19 de mai de 2015

Playlist: Dia internacional de combate à homofobia


Não é novidade para ninguém que muitos (mas muitos mesmo) cantores e cantoras sejam gays, lésbicas ou bissexuais. O errado é pensar que os LGBT's da música estão só no pop ou no rock! Se perguntados quais músicos gays as pessoas lembram, a maioria vai falar nomes como Freddie Mercury, Elton John, Cássia Eller, Ana Carolina, enfim, nomes mais famosos desses gêneros mais populares. Minha intenção com essa playlist, além de quebrar esse esteriótipo, é fazer uma homenagem ao Dia Internacional de Combate à Homofobia, que foi esse domingo (17/05). Nessa playlist eu coloquei só cantores gays, lésbicas e bissexuais, alguns mais conhecidos por sua orientação sexual como Mika, Cazuza e Zélia Duncan, outros nem tanto como o vocalista do Judas Priest e do R.E.M. Além de músicos do rock e do pop, eu coloquei outros gêneros como R&B, Heavy Metal e Indie. Justamente para mostrar como há diversidade até dentro da diversidade - se vocês conseguem me entender - e que isso não é restrito a um certo tipo de grupo, ou de pessoa. Orientação sexual não é uma escolha, é uma parte intrínseca ao ser humano, assim como cor de pele, dos olhos, dos cabelos, coisas que você não são passíveis de mudança e que determinam quem é você, por isso não deveriam receber qualquer tipo de juízo de valor.

Diga NÃO à homofobia e ouça essa playlist com orgulho!




17 de mai de 2015

Os Melhores da Semana


Transformando trabalhos acadêmicos em conversas informais

Eu amo o Hypeness! ele sempre oferece informações inusitadas e muito interessantes! Dessa vez o site indicou um coletivo que organiza palestras para pesquisadores, artistas, que queiram compartilhar seu trabalho além dos meios em que ele pertence! Expandir isso para outros públicos! Eu achei a ideia sensacional e já pretendo comparecer em algum evento. Leia mais sobre aqui!

Você é criativo e prefere a madrugada para trabalhar? Tem um motivo

O Cutedrop fez um post indicando um vídeo do AsapSCIENCE que detalha como os "Night Owls" (Pessoas que preferem a madrugada para trabalhar) funcionam. No post eles fazem um pequeno resumo do vídeo, mas eu recomendo assisti-lo, porque ele além de explicar como essas pessoas funcionam, ele utiliza de pesquisas e estatísticas para afirmar suas teses. Eu achei super legal! Não me classifico como um night owl, mas talvez eu seja. Eu funciono de manhã, mas só se eu dormir bem, e quando eu era criança, sempre que eu resolvia fazer alguma coisa mais criativa era durante a noite. Então, talvez eu seja uma night owl, ou talvez não. Talvez eu funcione do meu jeito mesmo. De qualquer forma, é interessante ler o post (aqui) e assistir o vídeo!

Receita para espantar os dias ruins!

Quando eu vi esse título, pensei que fosse uma receite gastronômica mesmo, algo para fazer durante a manhã, essas coisas malucas de estilo de vida e tals. Assim que comecei a ler, vi que estava inteiramente enganada. As meninas do Indiretas do Bem fizeram um copilado de dicas para aqueles que querem ultrapassar esses dias ruins e tirar o que foi de bom deles. A ideia é desenhar ou listar coisas legais que aconteceram no dia ou no mês. Eu gostei muito de ideia, principalmente porque eu ando nuns dias corridos que estão me deixando estressada, e eu meio que já tinha implantando essa ideia de listar coisas boas quando o meu dia foi ruim. Leia e tire suas inspirações.

Nudez é mais do que tirar a roupa

A Taiany do Conversa Cult indicou um documentário chamado 302 que consiste em um projeto de um fotógrafo que convida mulheres para o seu apartamento para tirar fotos nuas delas. A ideia é mostrar que a beleza feminina vai muito além dos padrões sociais. As mulheres retratadas contam como e porque elas decidiram participar do projeto, e como elas passaram a amar seus corpos e a si mesmas. Achei super interessante e fiquei com muita vontade de ver! Claro que o conteúdo é para maiores de 18 anos, leia aqui.

10 truques que eu uso para aumentar minha energia

A Amanda do A Menina na Foto nos deu dicas do que ela faz para ter energia suficiente para dar conta de tudo! Ela é mãe, esposa, empreendedora, editora, fotógrafa, e faz tudo de boa vontade, enquanto eu que tenho um blog, faço faculdade e no final do dia tenho vontade de morrer. Gostei muito das ideias dela e pretendo tentar implantá-las. Eu ás vezes faço algumas coisas assim e sinto uma diferença danada, mas infelizmente a rotina louca me consome de uma maneira... enfim, leia o post inteiro aqui!

Jim Carrey: As várias faces de um idiota memorável

Jim Carrey é realmente um ótimo ator. Ele tem a capacidade de ser extremamente engraçado e dramático ao mesmo tempo! Você consegue enumerar diversos papéis em que ele marcou presença. Quem não lembra de O Máscara, O Show de Truman, O Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Debi & Lóide? Nessa matéria, o site cínéfilos destrinchou a carreira do comediante, vale a pena ler (clique aqui).


15 de mai de 2015

Courtney Barnett: Como ser blasé e divertida ao mesmo tempo


A Austrália vem nos mostrando nomes interessantes como Tame Impala, Pond, Chet Faker, Cut Copy, Miami Horror, entre outros, esses já consagrados, mas se olharmos a cena underground, iremos encontrar nomes ainda mais promissores, como a própria Courtney Barnett. Cantora, guitarrista e empresária da sua própria gravadora, Barnett é um dos nomes que vem ganhando mais destaque ultimamente. De Melbourne para o mundo, ela vem criando seu espaço com originalidade e com sua sonoridade marcante. Em 2013, ela lançou um EP duplo chamado A Sea Of Split Peas que agradou a crítica, mas foi esse ano, com o lançamento do seu primeiro disco Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, que ela ultrapassou as fronteiras marítimas da Austrália para chegar no Ocidente e fazer sucesso na América do Norte e na Inglaterra. Como ela conseguiu estrondoso sucesso tão rapidamente? Ouça Avant Gardener e se surpreenda.


Courtney Barnett pode até parecer fofa no início, mas ao longo do disco, ela se mostra cada vez mais divertida e despojada. Pode até ser fofa em alguns momentos, mas eu não diria que essa é a palavra exata. Suas letras retratam temas rotineiros, como ir ao supermercado, insônia, trabalho, ou até chamar a atenção de uma pessoa de interesse e é isso que nos aproxima dela. O modo como ela canta também é bastante particular, como se ela estivesse contando histórias, numa maneira amigável, sem mudar o tom de voz, no limiar do tédio. Esses dois fatores é que se destacam em sua sonoridade, os temas cotidianos e como ela nos conta suas histórias, como se estivesse conversando com os ouvintes. Em outros momentos, ela mostra um outro lado, mais grunge, exagerando nos riffs pesados e na voz monótona, como em Pedestrian At Best.


Temas joviais, voz entediada e de um rock despojado. É assim que Courtney Barnett se apresenta para o mundo e nos faz simpatizar com sua pessoa tímida, porém simpática. Ela, por vezes, se mostra mais romântica e melancólica como em Depreston, que relata a busca por um imóvel num subúrbio de Melbourne, e em outras, mais displicente e com um humor peculiar, como em Dead Foz, em que ela retrata com ironia o poder das multinacionais - exaltando um exemplo dos vegetais orgânicos serem mais caros que os cheio de pesticidas. Enfim, Courtney Barnett consegue nos cativar com sua perspectiva blasé da vida, sem soar pedante, e com sua personalidade introspectiva e divertida. Ouça o Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Think e se delicie com seu grunge pop.


Gostou dela? Comente o que achou! E aproveite para checar outras indicações minhas na tag Conheça!

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