Whatsup? #7

Eu dei uma sumida, mas prometo não sumir muito. Espero não sumir muito! Final de ano, vestibulares, cursinho... Enfim. A maioria dessas fotos são do Templo budista Zu-Lai, que eu fui faz algum tempo, mas eu ainda não postei nem metade das fotos que eu tirei, e foram muitas. Ficaram tão lindas que vocês ainda verão muito do Templo por aqui. Então, sem muitas delongas, todas as fotos abaixo são do Templo.

 
 
 
 
 
 
 

Desculpa, são muitas não? É que eu adorei todas e simplesmente não podia deixar nenhuma de fora! Abaixo são outras da feirinha de antiguidades da Benedito, que eu já falei por aqui.

  

Isto não é um resenha: A extraordinária garota chamada Estrela


Em meio a tantas leituras mais "sérias" que tenho feito, decidi me distrair um pouco e ler esse romance. Estrela é um garota nada comum. Ela tem um rato de estimação, se veste como se tivesse acabado de sair de um desenho animada, é excessivamente animada e se preocupa demais com a alegria dos outros. A chegada dessa garota ao colégio de Mica, a cidade do nosso narrador, deixa todos intrigados e curiosos. Todos no começo querem descobrir quem é Estrela. Aos poucos, os estudantes acabam gostando muito dela, da sua energia e do seu modo diferente. Até que por alguns fatos, essa opinião pública é revertida, e Estrela acaba virando uma figura "impopular" no colégio. Leo, que é o nosso protagonista, conta a história de Estrela sob seu ponto de vista. Como ele enxergava a figura inusitada da nova estudante, como ele encarava a personalidade dela e principalmente como lidou com a crescente impopularidade da garota. No começo tenho que dizer que não estava muito animada com a leitura, comecei achando o modo de escrita muito juvenil (Lidia, o livro é infanto-juvenil, esperava o que?), mas logo eu percebi que a mensagem transmitida era muito legal. O livro retrata como os jovens geralmente lidam com a individualidade, que muitas vezes acaba sendo incorporada a identidade da comunidade. Todo mundo que já passou pela adolescência ou a vive, sabe do que estou falando. Muita gente simplesmente tem sua individualidade reduzida e acaba se comportando de maneira a ser aceito pela comunidade, de modo a parecer "normal". Inclusive, determinadas personalidades, comportamentos, vestimentas, são mal vistos e não aceitos pelo coletivo, e quem os possuir acaba não sendo "aceito". E tudo o que um adolescente "normal" (nem precisa ser adolescente na verdade, mas convenhamos que nessa fase a coisa se agrava) quer é pertencer a um grupo, se identificar com algum coletivo, ser aceito, parecer "legal". Estrela simplesmente não é assim. Ela, inconscientemente, se recusa a obedecer esses padrões e nem nota que está sendo difamada. Esse é o ponto alto, pelo menos que eu achei. Ela nem sequer nota que ninguém gosta dela, e porque isso? Porque ela sabe quem ela quer agradar, quem ela se importa com a opinião e porque ela se recusa a "abafar" sua individualidade, mesmo que ela esteja causando incômodos aos outros. E olha, mesmo que você ache que não liga para a opinião alheia e que você é uma pessoa que não se deixa levar pelos padrões aceitáveis, você se engana. Todo mundo é fruto da sua comunidade, alguns mais, outros menos, e é muito difícil você simplesmente ignorar a opinião alheia, dizendo que aquilo não te atinge. E quando você menos percebe, está falando igual a eles, está se vestindo igual a eles, está frequentando os mesmo lugares que eles, está se comportando igual a eles. Estrela nos ensina a como não reduzirmos nossa individualidade em prol do "ser aceito". Eu mesma aprendi bastante com o livro, me fez refletir várias vezes, e em certos momentos eu percebi o quanto sou influenciável. Aliás, todos somos. Perdi a conta de ver como alguns amigos meus mudaram da água para o vinho, e muitas vezes foi em função disso ai. É um livro que vale a pena ser lido se você ainda está na sua adolescência e se o ensino médio está de dando nos nervosos. Olha só, isso passa viu? Depois você percebe que nem valeu a pena se irritar com coisas pequenas. E muitas coisas que parecem importantes agora, como o "parecer legal", não farão nenhum sentido no futuro. Vou dar um exemplo meu: até os meus 14 anos eu odiava usar óculos, olha que eu uso desde os 8. Dizia que eu ficava feia, não saia nem para ir a padaria sem lentes de contato. Pois é, olha o nível que cheguei. Nunca cheguei a sofrer bullying nem nada assim para odiar os óculos, era apenas uma neura minha, que está muito mais associada ao fato do "pertencer". Hoje se eu tirar meus óculos não me sinto mais a Lidia. Uso um fundo de garrafa mesmo, adoro usar óculos, acho que fico muito mais interessante com do que sem. Os óculos fazem parte da minha identidade, oras. E o meu grau também. Todo mundo sabe que eu sou super míope. Acho que na verdade, um óculos deixa todo mundo mais bonito e interessante. Eu aprendi a abraçar essa realidade e ser feliz com ela. Foi um exemplo bobo, mas para mim ele é super importante. Acho que todo mundo devia pensar um pouco sobre as coisas que faz, porque faz, se aquilo te agrada, ou se é para agradar alguém. São pequenas coisas que fazem uma diferença enorme.

An ordinary life

 

A vida em São Paulo é razoavelmente boa. Apesar da loucura do dia a dia, é muito fácil gostar da cidade. Eu gosto e vou mostrar porque. A comida é boa, na maioria dos lugares, tipo nesse restaurante do Mercado Municipal. O trem de final de semana é bem tranquilo. Vamos deixar bem claro que estou falando do final de semana. Não sei porque eu gosto tanto de tirar fotos de transporte público. Acho que é porque eu considero um símbolo urbano, e como gosto de gostar de São Paulo. Enfim.

 

Mais fotos do trem. Essa é a estação Pinheiros, que fica do lado do rio Pinheiros. E vejam como uma boa iluminação, um céu bonito e um suposto verde conseguem deixar a paisagem bonita, olhando a foto conseguimos até esquecer o cheiro de ovo podre e peixe morto do rio.

 

Uma dose de cultura também faz bem. Essa bandinha de jazz estava num festival da rádio Eldorado, só que eles eram tipo a "banda do intervalo", se é que vocês me entendem. Isso não tira o mérito dos caras. O grande Gatsby foi o segundo livro do Scott Fitzgerald que eu li e sinceramente, para mim já deu. O cara pode até ser um super escritor e tudo mais, só que eu não me identifiquei com sua obra. Fim de julgamento.

 

Como eu disse, eu tenho algum problema mental em achar transporte público um lugar fotogênico. Novamente a estação Pinheiros. A mesma banda do intervalo com os outros membros.

 

Aquele momento amor por si própria, ou talvez nem tanto. Eu sem óculos e com óculos. Quem me conhece sabe que eu sou muito míope, ou seja, uso óculos fundo de garrafa e é isso mesmo. Aliás, só gosto de pessoas que usam óculos, vocês tem um lugar reservado no meu coração. É sério, não sei porque sinto uma "simpatia" por pessoas que usam óculos.

 

E é óbvio que o Sid tinha que aparecer em algum momento. Ele olhando pela janelinha, desejando conhecer o mundo lá fora. Isso me lembra A Dama e o Vagabundo 2, em que o filho deles foge de casa e conhece uns cachorros do lixão. Bem vindo ao lixão, que lindo liiiixão, a sociedade do nosso lixão (sim, eu lembro da música).


Isto não é uma resenha: O Grande Gatsby - Scott Fitzgerald


Devo dizer que não me apaixonei pela obra. Achei o livro bom sim, a história é bem intrigante etc, mas não me emocionei. Acho que parte desse desânimo foi porque eu já conhecia a história e já sabia como terminava e com a minha "preguiça" do modo de escrita do Fitzgerald. Não sei se o achei muito distante e frio da narrativa, ou se seu preciosismo descritivo e vocabular me deixou meio enjoada. Enfim, não quero desmerecer o autor, só não pretendo ler nenhum outro livro dele, já que não gostei muito de nenhum dos dois que li. Então, assim, caro leitores, eu não gostei muito do livro pelos motivos que eu já expressei, mas isso não significa que é ruim, como eu disse, o livro é bom, por isso, eu recomendo que leiam, vocês que já tinham intenção de ler. Leiam e tirem suas próprias conclusões. Se você não conhece a história e nunca viu o filme, provavelmente vai ficar intrigado, principalmente nos últimos capítulos, que é quando tudo acontece. Eu li no ônibus voltando para casa enquanto enfrentava o trânsito encapetado de São Paulo, e mesmo sabendo como acabava, eu fiquei impressionada do mesmo jeito. O fim é bem trágico, triste, melancólico e tudo mais. Então, mesmo que você você esteja achando um porre o livro e já está na metade, espere amigo, você verá o que é um fim extraordinário. Trágico, porém extraordinário. Como disse, isso é o fim. O livro como um todo não me encantou, talvez por ser narrado por um amigo do Gatsby. Talvez se fosse o Gatsby mesmo eu teria me encantado um pouco mais, mas ai eu acho que iam ser perdidos outros aspectos intencionais. Achei muito interessante o fato dele retratar os anos 20, em ambos os livros que eu li. O modo de vida, o contexto de guerra, as extravagâncias, Enfim. Minha sugestão: Leiam e tirem suas próprias conclusões.


Whatsup? #6

 
 

Bom, começando com umas fotos das minhas andanças por São Paulo. As três primeiras são da estação Pinheiros, do lado do rio. E a última eu tirei andando perto de casa, em que gravei uma parte do vídeo do Document Your Life do mês passado, vocês podem ver aqui. Eu não tenho saído muito de casa, graças ao cursinho e agora ao trabalho, então os momentos que eu vejo a cara da rua são sagrados. Por essas mesmas razões que eu estou meio que me ausentando um pouco do blog. Vocês não vão sentir tanto, já que eu tenho vários posts agendados, mas o intervalo entre esses posts vai ser maior, e será assim até janeiro, quando essa fase louca de trabalho + cursinho + vestibular passar. Podem me chamar de louca por tentar fazer tudo isso ao mesmo tempo, mas eu sinto como se uma rotina muito folgada me deixasse muito sedentária. Essa não é a palavra exata, mas eu se sinto mais familiarizada e útil com essa loucura de vida. Enfim, relatos de uma workaholic.

  

A primeira foto é de um livro que eu comprei na Saraiva Online, veio super rapidinho, tanto que eu ainda nem comecei (estou terminando A Extraordinária Garota Chamada Estrela, logo mais faço uma resenha). Quis comprar esse livro depois de assistis o Filme Vidas Sem Rumo do Coppola, falei um pouco neste post aqui. As outras fotos são mais egocêntricas, em que vocês podem perceber o quanto eu uso essa camisa jeans ai. Tenho uma longa história de amor com camisas jeans. Eu tinha uma antes dessa que eu amava, usava todo dia para ir para a escola, até eu esquecer no RIO DE JANEIRO. Sim, eu estava voltando do Rock In Rio de ônibus e esqueci lá. Fiquei tão triste. O primeiro vestido (foto 2 e 3) são da Forever 21 e o segundo é da Aliexpress que chegou recentemente.

 
 

Para finalizar, umas fotos do Templo Zu Lai que fica em Cotia, região metropolitana de São Paulo. A paisagem de lá é sensacional, tirei muitas fotos, logo eu posto mais algumas. O Templo budista de lá é simplesmente lindo! Tudo é muito harmonioso e calmo. Não cheguei a participar de nenhuma cerimônia dessa vez, então foi uma visita bem rápida, mas já passei um final de ano lá, já participei de uma procissão (não sei se esse é o nome no budismo, mas vocês entenderam, espero.) e de uma outra cerimônia muito tempo atrás, então não lembro do que se tratava. Ah, eu não sou budista nem nada, mas eu e minha mãe adoramos visitar o local, só isso. E de praxe, uma foto do Sid dormindo. Sim, ele dorme meio estranho mesmo.

Então é isso ai, se quiserem me seguir no Instagram é @lidmatos.

What's New? #7


Jack White - Lazaretto


Fiquei chateadíssima com o fim do White Stripes, mas parece que alguns males vem para o bem. Jack White, agora mais livre, parece experimentar novas sonoridades, e a prova está em Lazaretto. Nesse disco, Jack confirma ser um grande músico, capaz de absorver várias influências e construir um som próprio. A cada nova faixa nós descobrimos um novo Mr. White, que tropeça em todos os gêneros, principalmente pelo Blues. Em algumas faixas, como Lazaretto, vamos o músico atacar com força sua guitarra, nos entregando um rock pesado, quase punk, algo que lembra uma outra banda dele, a The Dead Weather. Já em Just One Drink temos um típico blues rock. E ainda temos algo mais country, como em Temporary Ground, apenas para comprovar a versalidade do Jack White.
Nota: 8
Ouça: Lazaretto, Three Women e Just One Drink

Damon Albarn - Everyday Robots


Assim como o Jack White, o Damon Albarn é outro músico sensacional. Vocalista da banda britpop noventista Blur, conhecido por seus outros projetos como o Gorillaz, agora ele segue uma nova vertente, totalmente diferente do que fazia antes. O primeiro disco solo dele é Everyday Robots, e pelo que parece, esse disco é uma experiência. Por estar num território novo, Damon conseguiu achar seu lugar na cena, pois o disco está maravilhoso. A palavra chave é experimentalismo. A cada faixa descobrimos um novo toque, uma nova experiência. Em Everyday Robots, por exemplo, há um sobreposição de sonoridades; um piano, a percurssão, o que parece ser um violino desafinado e para completar a voz melancólica do Damon. Já em Mr. Tembo há uma alegria que extravasa da melodia, quase como uma música infantil que agrada todas as idades. 
Nota: 9,5
Ouça: Everyday Robots, Lonely Press Play e Heavy Seas Of Love

Kasabian - 48:13


Eu sou muito fã do álbum Empire do Kasabian, acho que foi o melhor deles. O Velocirapter de 2011 não me cativou muito, por isso eu estava meio insegura sobre esse novo disco, mas posso dizer que acabei me surpreendendo. Apesar da mudança na sonoridade, o Kasabian conseguiu combinar os elementos antigos com os novos sem causa nenhum estranhamento, muito pelo contrário, causou uma surpresa. Eles utilizaram o rock comercial (digamos dessa maneira) presente na sua carreira inteira com alguns elementos da música eletrônica e o resultado foi um disco dançante. Há certa tentativa de fazer algumas letras de protesto como em Glass com a parceria do rapper Suli Breaks e também há faixas que servem de interlúdio e causam um efeito mais etéreo, mas em suma, o disco é bem pulsante e divertido.
Nota: 7,8
Ouça: Eez-eh, Doomsday e Stevie

The Black Keys - Turn Blue


Eu vi muita gente falando que não gostou desse novo disco, mas eu vou ter que discordar. O motivo pelo o qual a maioria das pessoas jogou pedras no álbum é porque ele não segue o mesmo rock acessível dos últimos dois discos da banda. A verdade é que o The Black Keys só começou a ser reconhecido a partir do Brothers de 2010, quando um novo produtor entrou em cena, o Danger Mouse, e foi ele quem influenciou a banda para tornar suas músicas mais comerciais. Nesse novo disco parece que Mouse não mexeu seus palitinhos, deixou que a banda experimentasse voltar às suas origens e fizesse um blues rock como ela gostava de fazer, sem se preocupar em soar acessível ao grande público. Além disso, em Turn Blue, o The Black Keys foi se aventurar nos terrenos da música psicodélica, com riffs de guitarra bem anos 70, mas sem deixar o seu blues rock característico de lado. Apesar de não emplacar, o novo disco da banda apresenta um lado pouco conhecido do duo e soa muito agradável para aqueles que não se prenderam na sonoridade dos últimos dois trabalhos.
Nota: 7,5
Ouça: Weight Of Love, Gotta Get Away e Fever








Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
Gostou desse layout? Então visite o blog Julie de batom e escolha o seu!